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Corinthians demite Emily Lima três dias após perder a final da Libertadores para o Cruzeiro e fecha 2026 sem títulos no feminino

Auxiliar Jaqueline Ucella e preparadora física Liliane Cruz também saem; as Brabas foram vice em quatro finais na temporada, e o clube ainda não tem substituta

Por Redação TV Arena03/11, 17h55
Arte: TV Arena Esportes.

O Corinthians anunciou nesta terça-feira (3) a saída da técnica Emily Lima do comando do time feminino. Em nota oficial, o clube comunicou “o desligamento da técnica Emily Lima do comando da equipe feminina de futebol” e informou que “além da treinadora, deixam o clube a auxiliar técnica Jaqueline Ucella e a preparadora física Liliane Cruz”. O texto encerra agradecendo “às profissionais pelo trabalho desenvolvido” e desejando “sucesso na sequência de suas carreiras”, conforme reproduziram a Gazeta Esportiva, o Metrópoles e a Placar.

A decisão veio três dias depois da derrota na final da Copa Libertadores Feminina, no sábado (31), na Casa Blanca, em Quito. O Corinthians, atual campeão e dono de seis títulos do torneio, vencia o Cruzeiro por 3 a 0 no início do segundo tempo, com dois gols de Gabi Zanotti e um de Vic Albuquerque, chegou a 4 a 2, mas sofreu o empate por 4 a 4 nos acréscimos, com Letícia Ferreira, e perdeu nos pênaltis por 5 a 4. A goleira Camila Rodrigues defendeu a cobrança de Gi Fernandes que decidiu o título das mineiras, campeãs logo na estreia na competição.

Emily Lima chegou em fevereiro de 2026 para substituir Lucas Piccinato. Pela contagem da Placar, ela dirigiu as Brabas em 38 jogos oficiais, com 26 vitórias, 4 empates e 8 derrotas, aproveitamento de 71,9%; a Gazeta Esportiva cita 25 vitórias em 36 partidas. Apesar dos números, a temporada terminou sem taças: segundo a Placar, o Corinthians chegou a quatro finais (Copa dos Campeões da FIFA, Supercopa do Brasil, Brasileiro Feminino e Libertadores) e foi vice em todas. A Supercopa ficou com o Palmeiras e o Brasileiro, decidido no início de outubro, com o São Paulo. Na Copa do Brasil, a equipe caiu nas oitavas de final diante da Ferroviária, lembrou a Gazeta Esportiva.

A própria treinadora já tinha sinalizado a saída logo depois da decisão em Quito. Segundo a Gazeta Esportiva, ela disse que “não encaixa no Corinthians” e que não queria atrapalhar o clube se não alcançasse os objetivos; ao Metrópoles, falou que poderia “quem sabe ser feliz em outro lugar”. Em mensagem de despedida citada pelo Metrópoles, Emily afirmou que ela e a comissão buscavam desde o início “vitórias e conquistar títulos” e completou: “Entendo que em nossa cultura disputar finais não é o suficiente”. Ela também falou em bastidores difíceis, dizendo que as atletas enfrentaram “tantas situações que não condizem com o que elas fazem por este clube”, e agradeceu à diretora Íris Sesso, à executiva Grazi e ao presidente Osmar Stábile.

O clube não anunciou quem assume o time. De acordo com a Placar, o departamento de futebol feminino precisa escolher a nova comandante ao mesmo tempo em que discute ajustes no orçamento para 2027, num cenário político indefinido: a eleição presidencial do Corinthians, que escolhe o mandatário do triênio 2027–2029, está marcada para 28 de novembro. Ainda resta a fase final do Paulistão Feminino, para a qual, segundo Emily, o time deixa o clube em condições de disputar as semifinais.

A troca no feminino acontece na mesma semana em que o time masculino vive outra novela no banco: Clarence Seedorf segue no cargo com licença provisória da CBF enquanto UEFA e Conmebol analisam o recurso sobre a validade da licença Pro do holandês, e comanda a equipe no Majestoso contra o São Paulo nesta quarta-feira (4), na Vila Belmiro, pela 34ª rodada do Brasileirão.

Informações de Gazeta Esportiva, Metrópoles e Placar.