Cruzeiro sai de 3 a 0 atrás, empata por 4 a 4 nos acréscimos e bate o Corinthians nos pênaltis para ganhar a Libertadores Feminina na estreia
Letícia Ferreira empatou de cabeça já nos acréscimos, e a goleira Camila Rodrigues defendeu a cobrança de Gi Fernandes na série alternada: 5 a 4 nos pênaltis; o Corinthians, hexacampeão, perde a chance do tetra seguido
O Cruzeiro é campeão da Copa Libertadores Feminina pela primeira vez, logo na sua primeira participação no torneio. Na final em jogo único disputada na noite deste sábado (31), no Estádio Rodrigo Paz Delgado, a Casa Blanca, em Quito, no Equador, as Cabulosas empataram por 4 a 4 com o Corinthians no tempo normal depois de estarem perdendo por 3 a 0 e venceram a disputa de pênaltis por 5 a 4, segundo os relatos da Placar e da Gazeta Esportiva.
O Corinthians, de Emily Lima, dominou o primeiro tempo. Gabi Zanotti abriu o placar aos 3 minutos, de cabeça, após cruzamento de Gi Fernandes, e ampliou aos 41. Logo no início da etapa final, aos 3 minutos, Vic Albuquerque completou cruzamento rasteiro de Letícia Monteiro e fez 3 a 0. A reação do time de Jonas Urias começou aos 6, com Byanca Brasil, e ganhou força poucos minutos depois, quando o VAR revisou um lance e marcou pênalti de Lelê em Marília: Vitória Calhau converteu e fez 3 a 2.
Vic Albuquerque voltou a abrir dois gols de vantagem aos 22 minutos do segundo tempo, aproveitando falha da goleira Camila Rodrigues, mas o Cruzeiro não parou. Aos 29, Ketlin, que havia entrado no segundo tempo, cabeceou um escanteio cobrado por Byanca Brasil e diminuiu para 4 a 3. Já nos acréscimos, Letícia Ferreira, que antes tinha acertado o travessão, subiu mais alto na área e empatou de cabeça; ela levou cartão amarelo por tirar a camisa na comemoração, de acordo com a VAVEL. Pela contagem da Placar, o Corinthians finalizou 21 vezes no jogo, contra 13 das mineiras.
Nas cinco cobranças regulares, a série terminou empatada em 4 a 4: pelo Cruzeiro, Byanca Brasil, Letícia Ferreira, Michelle Romero e Vitória Calhau marcaram, e Pri Back parou na goleira Lelê; pelo Corinthians, Vic Albuquerque, Duda Sampaio, Belén Aquino e Thaís Ferreira converteram, e Jaqueline desperdiçou. Nas alternadas, Lorena Bedoya errou pelo Cruzeiro e Gisela Robledo mandou por cima pelo Corinthians. Milena Ferreira pôs as mineiras em vantagem, e Camila Rodrigues defendeu o chute de Gi Fernandes, que decidiu o título.
O Cruzeiro fecha a campanha invicto: chegou à final com cinco vitórias em cinco jogos, 12 gols marcados e apenas um sofrido, a melhor defesa da competição, depois de liderar o Grupo C, eliminar o Libertad por 3 a 0 nas quartas e o Olimpia por 1 a 0 na semifinal, segundo a Gazeta Esportiva. O Corinthians também vinha com 100% de aproveitamento (cinco vitórias, 21 gols a favor e dois contra, com virada por 2 a 1 sobre o Independiente Santa Fe na semi) e buscava o sétimo título, que seria o quarto consecutivo. A derrota completa um mês ruim para as Brabas, que no início de outubro já tinham perdido a final do Brasileiro Feminino para o São Paulo, o que aumenta a pressão sobre Emily Lima, como lembrou a VAVEL.
Pelo regulamento citado pela Gazeta Esportiva, o título garante ao Cruzeiro vaga na Copa dos Campeões Feminina da FIFA de 2027. Antes disso, as campeãs voltam a campo pelo Campeonato Mineiro: enfrentam o América no sábado, 7 de novembro, às 15h, no Independência, segundo O Curioso do Futebol. O Corinthians aguarda a definição das datas da fase final do Paulistão Feminino, que será disputada em novembro.
Informações de Placar, Gazeta Esportiva, VAVEL Brasil, Diário Celeste e O Curioso do Futebol.