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Cruzeiro · Libertadores Feminina · Semifinal

Marília marca no rebote, Cruzeiro bate o Olimpia por 1 a 0 em Quito e vai à primeira final de Libertadores Feminina da sua história

Cabulosas chegam à decisão com 100% de aproveitamento (cinco vitórias, 12 gols marcados e um sofrido) e enfrentam o Corinthians no sábado (31), em final 100% brasileira

Por Redação TV Arena28/10, 23h05
Arte: TV Arena Esportes.

O Cruzeiro venceu o Olimpia, do Paraguai, por 1 a 0 na noite desta quarta-feira (28), no Estádio Rodrigo Paz Delgado, a Casa Blanca, em Quito, no Equador, e está pela primeira vez na final da Copa Libertadores Feminina. A partida começou às 21h (de Brasília). Segundo O Tempo, é também a primeira vez em 14 anos que um clube brasileiro de fora de São Paulo chega à decisão: o último tinha sido o Foz Cataratas (PR), vice para o Colo-Colo, do Chile, em 2012.

O gol saiu aos cinco minutos do segundo tempo. Byanca Brasil cobrou falta, a bola explodiu no travessão e Marília aproveitou o rebote para empurrar, de coxa, para a rede, de acordo com o Diário Celeste e o Metrópoles. O Olimpia ficou com uma jogadora a menos aos 27 da etapa final, quando a atacante Pamela Villalba recebeu o segundo cartão amarelo por falta em Gisseli num contra-ataque.

O primeiro tempo teve poucas chances claras. O Olimpia pressionou nos 20 minutos iniciais, ganhou as segundas bolas e empurrou o Cruzeiro para trás, que só melhorou quando passou a trocar passes pelo chão em vez de buscar ligações diretas, segundo O Tempo. Aos 21, Byanca Brasil cabeceou para fora após cruzamento de Gaby Rodríguez, e aos 44 Vanessinha, lançada por Ana Flávia, finalizou sem direção. No segundo tempo, Capelinha cabeceou após escanteio e parou na goleira Luana Rodríguez. Nos acréscimos, Cynthia Casco subiu sozinha numa bola parada e a goleira Camila Rodrigues fez a defesa que garantiu a classificação; o rebote ainda foi bloqueado pela zaga.

O técnico Jonas Urias escalou Camila Rodrigues; Letícia Alves (Ketlin), Calhau (Isadora Amaral), Capelinha e Gisseli; Bedoya, Ana Flávia (Rafa Levis) e Vanessinha (Letícia Ferreira); Gaby Rodríguez (Mari Andrade), Marília e Byanca Brasil, segundo a Central da Toca. Ana Flávia, Vanessinha, Letícia Alves e Calhau receberam cartão amarelo. O Olimpia, do técnico Diego Urán, já tinha perdido para o Cruzeiro por 3 a 0 na fase de grupos.

Estreante na competição, o Cruzeiro chega à final com campanha perfeita: cinco vitórias em cinco jogos, 12 gols marcados e apenas um sofrido, de acordo com a Central da Toca. Nas quartas de final, o time eliminou o Libertad, do Paraguai, com vitória por 3 a 0.

A decisão será no sábado (31), no mesmo estádio em Quito, contra o Corinthians, atual e maior campeão do torneio, que virou sobre o Independiente Santa Fe por 2 a 1 na outra semifinal; o horário ainda não foi definido pela Conmebol. Será o primeiro jogo do Cruzeiro contra um clube brasileiro nesta edição. O retrospecto é amplamente favorável às Brabas: segundo O Tempo, em 16 confrontos foram 12 vitórias do Corinthians, dois empates e duas vitórias do Cruzeiro, e o time paulista eliminou o celeste nos três últimos mata-matas, incluindo a final do Brasileiro Feminino de 2025. No mesmo dia, Santa Fe e Olimpia disputam o terceiro lugar.

Informações de O Tempo, Central da Toca, Metrópoles, Diário Celeste e Olympic Esporte.