Russell larga do fim do grid no GP de Singapura por troca de motor, e Mercedes divide os carros: ele volta ao pacote de Baku, Antonelli fica com o de Sepang
Atual vencedor em Marina Bay promete “ataque total”; punição vale só para a corrida de domingo, e o inglês ainda pode pontuar na sprint de sábado
George Russell vai largar do fim do grid no GP de Singapura, domingo (11), às 9h de Brasília. A Mercedes confirmou que o inglês terá de usar componentes novos de unidade de potência depois da quebra de motor que o tirou da etapa anterior, o GP do Bahrein disputado em Sepang, na Malásia, quando ele era o terceiro colocado a cerca de cinco voltas do fim. Com a troca, Russell estoura a cota de peças da temporada, e o regulamento prevê punição na primeira prova em que cada elemento extra é usado, segundo o site oficial da F1.
Pelas regras, o primeiro elemento acima do limite custa dez posições, e cada um dos seguintes, mais cinco; as punições somadas no mesmo evento se acumulam, e quem passa de 15 posições larga automaticamente do fim do pelotão. A Mercedes já informou que esse será o caso. A punição vale apenas para a corrida de domingo, e não para a sprint de sábado, que distribui até oito pontos e é a última do ano. Russell vai usar um motor novo ainda sem a atualização do programa ADUO da FIA, que a Mercedes só pretende estrear no GP dos Estados Unidos, em Austin, no dia 25, segundo a Sky Sports.
Na entrevista desta quinta-feira em Marina Bay, Russell disse que a ideia é “ataque total”. “Infelizmente, pela forma como as coisas aconteceram, não temos escolha a não ser cumprir aqui. Mas Singapura é um lugar que eu amo, e vou tentar abrir caminho no meio do pelotão”, afirmou, em declarações publicadas pelo site da F1. O piloto admitiu que deve sofrer outra punição de motor antes do fim do campeonato, porque ainda restam sete corridas e a unidade terá de durar mais do que o previsto. Russell venceu o GP de Singapura de 2025, e Toto Wolff, chefe da equipe, já tinha chamado a punição de “particularmente frustrante”.
A Mercedes também vai separar os dois carros no fim de semana. Russell volta à especificação do W17 com que fez a pole e venceu no Azerbaijão, enquanto o líder do campeonato, Kimi Antonelli, mantém o pacote de atualizações estreado em Sepang, com uma asa dianteira que o carro do companheiro não terá. A equipe esperava ganhar cerca de três décimos por volta com as novidades, mas teve na Malásia o que Russell chamou de “o pior fim de semana do ano, em ritmo e em classificação”. “Você mede com o cronômetro, e o cronômetro não foi bom na Malásia”, disse o inglês. Segundo o Grande Prêmio, foi o próprio Russell quem propôs a comparação, ainda antes da corrida de domingo; depois da quebra, a decisão virou “óbvia”, nas palavras dele, porque ele não estará “em nenhuma briga” neste fim de semana.
Antonelli defendeu o pacote novo. “Acho que há uma melhora real. Só não conseguimos ver isso em Sepang”, disse o italiano ao Grande Prêmio. À Sky Sports, ele afirmou que a pista malaia foi “um ponto fora da curva” por causa do asfalto e do calor, e que seria “uma pena descartar tão cedo” o trabalho feito na atualização. Antonelli lidera o Mundial com 320 pontos, 84 a mais que Russell (236); Lewis Hamilton, da Ferrari, é o terceiro, com 214. O italiano não pode ser campeão em Singapura: a primeira chance de título é em Austin.
Singapura é fim de semana de sprint, com apenas um treino livre. A programação, em horário de Brasília: treino livre na sexta (9), às 5h30, e classificação da sprint às 9h30; sprint no sábado (10), às 6h, e classificação para o GP às 10h; corrida no domingo (11), às 9h. A FIA declarou a sprint e o GP como provas de “risco de calor”, e a fumaça das queimadas na Indonésia mantém o ar da cidade na faixa insalubre.
Informações de F1.com, Sky Sports, Grande Prêmio e F1.com (punição).