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CBF tira Daronco e o VAR Rodrigo D'Alonso das próximas escalas da Série A e da Copa do Brasil depois de Palmeiras x Vasco; árbitro vai para a Série B

Decisão saiu após reunião de mais de cinco horas com Vasco e Ferj; clube ouviu os áudios do VAR e saiu ainda mais insatisfeito, segundo o ge. Volta da semifinal é domingo, em São Januário

04/11, 13h50
Arte: TV Arena Esportes.

A CBF afastou o árbitro gaúcho Anderson Daronco e o árbitro de vídeo Rodrigo D'Alonso Ferreira, de Santa Catarina, das próximas escalas da Série A e da Copa do Brasil, sem data de retorno. Os dois comandaram a vitória do Palmeiras por 1 a 0 sobre o Vasco no domingo (1º), no Nubank Parque, no jogo de ida da semifinal da Copa do Brasil. A informação foi dada pelo ge e repercutida pelo Sportbuzz e pelo NetVasco na manhã desta quarta-feira (4); segundo o SporTV, citado pela Gazeta Esportiva, a confederação comunicou ao Vasco e à Ferj que a equipe de arbitragem da partida está suspensa.

Publicamente, porém, a CBF nega que se trate de um afastamento. Daronco segue escalado para apitar Avaí x São Bernardo, sábado (7), às 16h, na Ressacada, em Florianópolis, pela 37ª e penúltima rodada da Série B, de acordo com a Gazeta Esportiva. Na prática, ele deixa a primeira divisão e a reta final da Copa do Brasil e é mandado para a segunda divisão justamente na semana do jogo de volta.

A decisão veio depois de uma reunião de mais de cinco horas na sede da CBF, no Rio, na terça-feira (3). O Vasco foi representado pelo presidente da Assembleia Geral, Alan Belaciano, acompanhado do presidente da Ferj, Rubens Lopes, e do vice Leonardo Ferraz. Primeiro, o grupo se reuniu com o presidente da CBF, Samir Xaud, e o diretor executivo Helder Melillo; depois, com o presidente da Comissão de Arbitragem, Sandro Meira Ricci. Os dirigentes tiveram acesso aos áudios do VAR — que a CBF havia decidido, na segunda-feira (2), não divulgar ao público — e, segundo o jornalista Bruno Murito, do ge, o incômodo com a arbitragem ficou ainda maior depois de ouvir as conversas.

O Vasco reclama de três pontos. O principal é o lance aos 4 minutos do segundo tempo, quando a bola bateu no braço do zagueiro argentino Alexander Barboza dentro da área palmeirense: Daronco mandou seguir, e o VAR não recomendou revisão no monitor. O clube também contesta a expulsão do zagueiro Alan Saldivia, por segundo amarelo, e o critério dos cartões, citando uma falta de Marlon Freitas no primeiro tempo que ficou sem advertência. O gol do Palmeiras foi marcado por Maurício, aos 23 minutos.

Logo depois do jogo, o diretor de futebol vascaíno, Admar Lopes, chamou a arbitragem de “completamente vergonhosa”, disse que erros “grotescos” podiam decidir um finalista e afirmou que o papel do VAR no futebol brasileiro precisa ser repensado; o presidente Pedrinho e o dirigente Felipe foram cobrar Daronco no gramado. O técnico Pedro Emanuel foi mais comedido e disse ao NetVasco não achar que Daronco tenha feito um mau trabalho, mas que o critério “não foi muito igual para as duas equipes”. Do lado palmeirense, Abel Ferreira avisou depois do jogo que não falaria mais sobre arbitragem.

O Vasco, 13º no Brasileirão com 38 pontos e um jogo a menos, enfrenta o Athletico-PR nesta quarta, às 19h30, na Arena da Baixada, e depois recebe o Palmeiras no domingo (8), às 17h, em São Januário, precisando de dois gols de diferença para ir à final sem pênaltis — vitória por um gol leva a decisão para as cobranças. A CBF ainda não anunciou a arbitragem da volta. O Palmeiras, vice-líder com 70 pontos, três atrás do Flamengo, joga antes contra o Remo, na quinta-feira (5), pelo Brasileirão. O vencedor enfrenta Grêmio ou Atlético-MG na final, no Mané Garrincha.

Informações de Gazeta Esportiva, Sportbuzz, NetVasco, NetVasco (áudios) e Diário do Pará.