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Depois de suspensão no fim de semana, TJ-RJ devolve o Maracanã ao Vasco para a volta contra o Boca, com 46 mil ingressos vendidos

Desembargador Joaquim Domingos de Almeida Neto, do Órgão Especial, derrubou a liminar da Fla-Flu Serviços às 7h11 e mandou tirar do horário um jogo de basquete no Maracanãzinho

Por Redação TV Arena13/10, 13h40
Arte: TV Arena Esportes.

O Vasco voltou a ter garantido o Maracanã para a semifinal de volta da Copa Sul-Americana contra o Boca Juniors, marcada para 20 de outubro, às 21h30. Às 7h11 desta terça-feira (13), o desembargador Joaquim Domingos de Almeida Neto, do Órgão Especial do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, reconsiderou uma decisão anterior e negou a liminar pedida pela Fla-Flu Serviços S.A., concessionária do estádio controlada por Flamengo e Fluminense. “Reconsidero a decisão anterior e indefiro a liminar pleiteada”, escreveu, segundo o Diário do Rio. A decisão obriga a concessionária a disponibilizar o estádio.

A briga teve idas e vindas em poucos dias. Na sexta-feira (9), o desembargador Marco Antônio Ibrahim, presidente da 23ª Câmara de Direito Privado, deu decisão favorável ao Vasco, e o clube abriu as vendas na mesma noite. No sábado (10), a desembargadora Suely Lopes Magalhães suspendeu a autorização, citando dúvida sobre qual instância tinha competência para alterar a decisão anterior. Na segunda (12), o procurador-geral de Justiça, Antonio José Campos Moreira, pediu ao TJ-RJ que reconsiderasse a suspensão, de acordo com o Diário do Rio.

Na decisão, segundo o SuperVasco, o magistrado citou “o risco à segurança pública na realização do jogo no Estádio Nilton Santos”, chamou de secundários os argumentos da concessionária sobre preservação do gramado e calendário de eventos e disse que eventuais prejuízos materiais podem ser convertidos em perdas e danos, lembrando que o estádio foi cedido recentemente para um “evento muito mais agressivo para a sua manutenção”. Sobre o choque de interesses, escreveu: “Dúvida nenhuma há sobre qual valor deve prevalecer!”. Ele também rejeitou a tese de perda de objeto pelo fim do prazo da Conmebol: “Descabida a alegação de perda de objeto, que nem sentido faz”. A Polícia Militar, o Ministério Público e o Gaedest, grupo do MP-RJ de defesa do torcedor, defendiam o Maracanã como opção mais segura, sobretudo por causa da torcida argentina.

O volume de ingressos pesou: o Vasco vendeu cerca de 45 mil entradas em aproximadamente 12 horas, antes mesmo da venda geral, e o total passava de 46 mil na manhã desta terça — o SuperVasco fala em 46.014. O setor Sul esgotou, e cerca de 4 mil lugares foram reservados à torcida do Boca, segundo o Diário do Rio. A Conmebol havia dado ao clube até o meio-dia desta terça para confirmar o estádio, e o relator considerou que a comunicação foi feita dentro do prazo. Com esse público, a mudança para São Januário ou para o Nilton Santos seria difícil.

A decisão também atinge outro esporte: usando o poder geral de cautela, o desembargador determinou que o jogo de basquete entre Flamengo e Botafogo, previsto para o Maracanãzinho na mesma noite, seja levado para outro local ou remarcado para um horário que não coincida com a chegada e a saída dos torcedores da semifinal. A disputa ainda não acabou: o processo segue na pauta do Órgão Especial, com primeira sessão presencial prevista para 19 de outubro, véspera do jogo. Antes disso, o Vasco faz a ida nesta terça, às 21h30, na Bombonera, em Buenos Aires.

Informações de Diário do Rio, SuperVasco e Lance!.