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Luto · Ex-jogador

Morre aos 59 anos Carlos Alberto Dias, autor do gol do título carioca do Botafogo em 1990

Ex-atacante, que jogou pelos quatro grandes do Rio, Grêmio, Coritiba e na Seleção, passou mal no fim de semana e morreu em Caruaru (PE); ele treinava o Ypiranga-PE

Por Redação TV Arena05/10, 17h40
Arte: TV Arena Esportes.

O ex-jogador Carlos Alberto Dias morreu nesta segunda-feira (5), aos 59 anos, em Caruaru, no Agreste de Pernambuco. Ele era o técnico do Ypiranga, de Santa Cruz do Capibaribe, e preparava o time para a próxima fase do Campeonato Pernambucano, segundo o FogãoNet e o Futebol Interior.

De acordo com nota do Ypiranga reproduzida pela Band, Carlos Alberto teve fadiga, febre, vômitos e diarreia no sábado (3) e foi atendido numa unidade de pronto atendimento de Santa Cruz do Capibaribe na manhã de domingo. Depois de uma melhora, voltou no domingo à noite com dores no peito e foi transferido para o Hospital Mestre Vitalino, em Caruaru, para avaliação cardiológica, mas não resistiu. O clube lembrou que ele havia passado por um procedimento cardíaco cerca de dez meses antes. Em janeiro, ele tinha deixado o comando do Humaitá por questões de saúde, segundo o Alô Alô Bahia.

Nascido em Brasília em 5 de maio de 1967, Carlos Alberto se formou no futebol paranaense, no Matsubara e no Coritiba, onde foi campeão estadual de 1989, segundo a Placar. O auge veio no Botafogo, entre 1990 e 1992: foi dele o gol da vitória por 1 a 0 sobre o Vasco, aos 34 minutos do segundo tempo, na final do Carioca de 1990, e o time ainda foi vice-campeão brasileiro em 1992. Pelo clube, ganhou a única convocação para a Seleção, num amistoso contra a Finlândia, em abril de 1992.

"A Família Botafogo lamenta profundamente o falecimento de Carlos Alberto Dias, meio-campista marcado na história do Clube pelo gol do título carioca de 1990", publicou o Botafogo, segundo a Band.

Carlos Alberto passou também por Vasco, Flamengo, Fluminense, Grêmio, Paraná e Ceará e jogou dois anos no Japão, por clubes como Shimizu S-Pulse e Verdy Kawasaki, numa experiência que ele próprio contava ter sido difícil pela adaptação aos costumes e ao ritmo do futebol japonês, de acordo com a Placar. Parou em 2006, aos 39 anos, no ABC.

Como técnico, dirigiu equipes de menor expressão, como Castanhal, Gama, Frei Paulistano, Guaporé e Humaitá, antes de assumir o Ypiranga-PE. Até a publicação desta nota, a família não tinha divulgado informações sobre velório e sepultamento.

Informações de FogãoNet, Placar, Band, Futebol Interior e Alô Alô Bahia.