Domínguez diz esperar que a derrota “toque no ego” dos jogadores do Atlético-MG; Renato afirma que gol de Carlos Vinicius foi jogada treinada com Weverton
Galo chegou à quarta derrota seguida depois de perder só duas vezes em 22 jogos com o argentino; técnico do Grêmio avisa que “não tem nada ganho” antes da volta, no sábado (7), na Arena MRV
Depois da derrota por 2 a 0 para o Grêmio na noite deste domingo (1º), na Arena, em Porto Alegre, pela ida da semifinal da Copa do Brasil, o técnico Eduardo Domínguez cobrou uma reação de amor-próprio do elenco do Atlético-MG. “Espero que esta derrota toque no ego dos jogadores”, disse o argentino na entrevista coletiva, segundo a CNN Brasil, em texto produzido com a parceira Itatiaia. Na mesma fala, ele pediu calma ao grupo: “Ter tranquilidade. Já fizemos história”.
O resultado aprofundou a pior fase do Galo sob o comando de Domínguez. De acordo com a CNN Brasil, o treinador havia perdido apenas duas das 22 partidas à frente do clube, com destaque para a sequência depois da Copa do Mundo, mas o time agora soma quatro derrotas seguidas — antes do jogo na Arena, já vinha de três tropeços, entre eles o 2 a 0 para o Montevideo City Torque na volta da semifinal da Sul-Americana, em que avançou mesmo assim. Domínguez disse que esperava a estratégia adotada pelo Grêmio e que o Atlético precisa recuperar jogadores lesionados e melhorar a finalização, relatou a CNN.
O técnico também insistiu na mensagem de confiança para a volta. “É um momento para sermos valentes”, afirmou, ainda segundo a CNN Brasil, lembrando a força do time em casa: “Sabemos o quão forte somos na nossa Arena”. E resumiu o que cobra para sábado: “Agora é cabeça dura. Há que insistir”. Ao portal Rede 98, o argentino reconheceu que “a situação tem que melhorar, não só individual, mas como grupo”, e acrescentou: “Temos que saber os erros que tivemos, melhorar, acreditar e ter fé”.
Do lado gremista, Renato Portaluppi fez questão de dizer que o primeiro gol não foi obra do acaso. O lance começou num tiro de meta rápido de Weverton, que encontrou Carlos Vinicius nas costas de Lyanco aos 10 minutos. “Muita gente vai pensar que nós achamos o gol do Carlos Vinicius, mas é treinado”, disse o técnico, segundo o Torcedores.com e o Metrópoles. “Nós temos duas, três jogadas com a bola parada quando ele está com o Weverton. Isso tudo é treinamento, não pensa que a gente acha os gols”, completou, conforme o Metrópoles.
Renato, porém, evitou tratar a vaga como encaminhada. “Uma vantagem é sempre uma vantagem, independente do tamanho que ela seja”, afirmou, de acordo com o Metrópoles, acrescentando que “não tem nada ganho, nada” e que o confronto é de 180 minutos, com mais 90 em Belo Horizonte. Ele elogiou o adversário — “muito bem treinado, com um grupo de grandes jogadores” — e, ao Torcedores.com, valorizou a entrega do time, que sofreu em alguns momentos: “Valeu pela entrega da equipe, é o que eu mais cobro deles”.
Os números do jogo explicam o tom dos dois treinadores: o Atlético finalizou 20 vezes e acertou trave e travessão, enquanto o Grêmio chutou seis vezes, duas no alvo, e marcou com Carlos Vinicius e Erick Noriega. Na volta, no sábado (7), às 18h, na Arena MRV, o Galo precisa vencer por dois gols para levar a decisão aos pênaltis ou por três para se classificar; qualquer outro resultado põe o Grêmio na final, contra Palmeiras ou Vasco. Antes, na quarta-feira (4), pelo Brasileirão, o Grêmio, que briga contra o rebaixamento, visita o Flamengo no Maracanã, e o Atlético enfrenta o Botafogo no Nilton Santos.
Informações de CNN Brasil / Itatiaia, Metrópoles, Torcedores.com e Rede 98.
