Leila Pereira ironiza Flamengo e Fluminense sobre shows no Maracanã.

A rivalidade entre Palmeiras e Flamengo fora de campo ganhou mais um capítulo recentemente. Em um trecho de podcast ainda não exibido pela TV Palmeiras, mas obtido pela ESPN, a presidente Leila Pereira comentou de forma irônica a decisão de utilizar o Maracanã para shows a partir de 2027.

Segundo Leila, ao ver notícias sobre um acordo entre Flamengo e Fluminense com uma empresa para realização de eventos no estádio, questionou se o clube carioca estaria deixando o futebol de lado para se tornar uma casa de espetáculos. A declaração foi exibida no programa Fala a Fonte desta sexta-feira (1º).

A fala também faz referência a críticas anteriores feitas por Luiz Eduardo Baptista (Bap), dirigente ligado ao Flamengo, sobre o uso do Allianz Parque para shows. Leila rebateu sugerindo, em tom provocativo, que o Maracanã poderia adotar gramado sintético, elogiando inclusive o modelo utilizado pelo Palmeiras.

Essa troca de provocações é mais um episódio de uma série de declarações entre Leila Pereira e Bap. Em dezembro de 2025, após a dirigente palmeirense questionar o Flamengo sobre temas como estádio próprio e críticas ao gramado sintético, o dirigente rubro-negro respondeu afirmando que clubes interessados em lucrar com shows deveriam deixar o futebol e migrar para o entretenimento.

Na ocasião, Bap também criticou o uso de gramados artificiais, defendendo que esse tipo de superfície não é comum em grandes centros do futebol mundial e alegando que prejudica a prática esportiva. Ele destacou ainda uma campanha contra esse tipo de gramado, afirmando que o Flamengo é contrário à sua adoção.

Por outro lado, Leila Pereira contestou a proposta do Flamengo que busca proibir gramados sintéticos a partir de 2027. Em nota, afirmou que é positivo ver o clube carioca participar de discussões sobre melhorias no futebol brasileiro, algo que, segundo ela, não vinha ocorrendo com frequência em reuniões anteriores.

A dirigente também argumentou que não há comprovação científica de que campos sintéticos aumentem o risco de lesões e citou o próprio Palmeiras como exemplo, destacando baixos índices de jogadores lesionados desde a implementação do gramado artificial no Allianz Parque.

Além disso, Leila criticou as condições do gramado do Maracanã, sugerindo que, se houvesse real preocupação com a qualidade dos campos, o estádio não apresentaria problemas. Ela reforçou que cada clube deve ter autonomia para escolher o tipo de gramado em seus estádios, desde que respeite as normas da FIFA e priorize a integridade física dos atletas.

Matéria de Ruy Ávila Filho.

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